São-Paulinos de plantão!
Com a conquista do Campeonato Paulista, no último domingo (23/05), contra o Palmeiras, o São Paulo interrompeu uma fila de 16 anos sem ganhar o estadual. Até então, última vez que isso aconteceu foi em 2005.
Naquela oportunidade, a competição foi disputada por pontos corridos (turno único) e o título veio após empate em 0 a 0, contra o Santos, em Mogi Mirim. Para aproveitar o embalo deste feito, o blog fez uma brincadeira e montou um mano a mano entre os jogadores que atuaram na final contra o Palmeiras e os que entraram em campo contra o Peixe.
É claro que o resultado é polêmico, mas vale dizer que qualquer um dos citados merecia fazer parte do time, afinal, eles foram fundamentais para as respectivas conquistas. Antes do resultado, confira os times em questão:
2005: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos; Cicinho, Mineiro (Renam), Josué, Danilo (Marco Antônio) e Júnior; Grafite e Diego Tardelli (Luizão). Técnico: Émerson Leão.
2021: Tiago Volpi; Arboleda, Miranda e Léo, Igor Vinícius, Luan (Rodrigo Nestor), Liziero (William), Igor Gomes (Rojas) e Reinaldo; Gabriel Sara e Pablo (Luciano). Técnico: Hernán Crespo.
TIME FINAL: Rogério Ceni; Arboleda, Diego Lugano e Miranda; Cicinho, Mineiro, Josué, Gabriel Sara e Júnior; Luciano e Diego Tardelli. Técnico: Hernán Crespo.
Rogério Ceni - Tiago Volpi merece todos os elogios, afinal de contas, é o primeiro goleiro a conquistar um título no SPFC depois da aposentadoria do colega (isso não é pouca coisa). No entanto, não dá para competir com o Mito.
Arboleda - Além de ser um ótimo zagueiro e ter feito um campeonato impecável, conseguiu vencer a desconfiança da torcida após vestir a camisa do Palmeiras em um post de sua rede social, em 2019.
Diego Lugano - É verdade que Léo se firmou como zagueiro e dominou o lado esquerdo, mas "Dios Lugano" foi um dos líderes mais importantes daquela equipe.
Miranda - Sem dúvida, o melhor zagueiro entre todos os envolvidos. Neste Paulista, "jogou de terno", como diz o jargão futebolístico.
Cicinho - Por mais que Igor Vinícius tenha ido muito bem nos jogos decisivos, marcando gols e dando assistências, Cicinho era o combustível daquele time. Agora, se a disputa fosse com Daniel Alves, aí a história poderia ser outra.
Júnior - Sua experiência foi importante na conquista, tanto que fez mais de uma função, já que atuou no meio em alguns momentos. Mas digo, não seria absurdo Reinaldo entrar, afinal, viveu o sofrimento da fila desde o início e se superou virando uma das principais armas ofensivas do time de 21.
Mineiro - Como é difícil deixar o Luan de fora, afinal, foi um monstro nos dois jogos da final. No entanto, não tem como deixar o grande responsável pelo funcionamento do meio de campo de 2005.
Josué - Merece estar no time porque complementava muito bem o trabalho que Mineiro fazia no meio, tanto que até marcou 4 gols naquela campanha de 2005.
Gabriel Sara - Recuperou de lesão bem na reta final e demonstrou total confiança, marcando gols importantes nas quartas de final (contra a Ferroviária) e na semifinal (contra o Mirassol). Só não marcou na final porque a trave e Wéverton não deixaram. A verdade é que ele foi mais protagonista que o Danilo. Agora, Benítez era outro candidato forte para essa vaga, caso estivesse em condições.
Luciano - Entra no time porque cumpriu com o papel de melhor jogador da equipe. Mesmo machucado, entrou no segundo tempo da final e fez o gol que garantiu o título. Sem contar que seu estilo de jogo foi importante para a equipe, já que incomodou demais os adversários. Como a análise é baseada no Campeonato Paulista, ele vence a disputa com Luizão. Agora, se o assunto fosse a Libertadores...
Diego Tardelli - Marcou 11 gols durante a campanha de 2005, foi artilheiro do time e um dos destaques do torneio. Sem dúvida, vence a parada com Pablo.
Hernán Crespo - Leão fez um ótimo trabalho, mas o argentino vence a parada porque conseguiu criar uma identidade nova para a equipe em um intervalo de tempo curtíssimo (três meses). Além disso, lidou com uma maratona insana de jogos, sendo que entrava em campo dia sim e dia não.
Gostaram? Quem faltou?
Vai, São Paulo!
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