CALLERI É APRESENTADO OFICIALMENTE NO SÃO PAULO

Calleri se prepara para entrevista coletiva no CT da Barra Funda. Crédito: Reprodução

São-Paulinos de plantão!

O São Paulo apresentou oficialmente o atacante Jonathan Calleri, nesta quarta-feira (08/09), no CT da Barra Funda. O evento contou com a participação do presidente Júlio Casares, que gravou um vídeo de boas-vindas ao argentino, e também do diretor de futebol, Carlos Belmonte.

Anunciado na última semana, o atacante já sabe que vai vestir a camisa 30. Em sua primeira passagem pelo Tricolor, marcou 16 gols em 31 jogos. 

Ainda não há uma definição quanto a estreia do jogador, mas a boa notícia é que ele já está treinando com o time. O nome do atleta deve aparecer no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF nos próximos dias. Como o seu último jogo foi no mês de abril, é provável que o técnico Hernán Crespo o condicione da melhor forma antes de levá-lo para um jogo, para evitar lesões e falta de ritmo.

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Durante entrevista coletiva, Calleri falou sobre seu desempenho na Europa, sua relação com a torcida do SPFC e como foi a primeira conversa com o técnico Hernán CrespoConfira abaixo as falas do novo reforço do Tricolor em sua apresentação:

Dificuldades na Europa. Vir para o SPFC é uma retomada da sua carreira?
Estou muito feliz em voltar a vestir a camisa do São Paulo. Quero agradecer os dirigentes e torcedores, que durante esses cinco anos que passaram, sempre mandavam mensagens de carinho. Nunca se esqueceram de mim, e quero agradecer eles por me bancar todos esses anos. Eu sou uma pessoa que nunca se conforma com o que faz. Quando estive aqui em 2016 tive uma média de gol alta, mas acredito que podia ter feito mais. Hoje sou outro tipo de jogador, antes não pensava tanto no que eu faço, mas agora tenho mais experiência. Eu não joguei em nenhuma equipe grande na Europa, a última foi o São Paulo. Não é a mesma coisa jogar em clube pequeno na Inglaterra ou na Espanha do que aqui, um time que se propõe a atacar. Estou feliz em voltar, acredito que era o momento.

Como acompanhou o desejo do são-paulino de longe? Por que demorou para voltar?
Nunca tive a oportunidade de voltar a jogar aqui. Eu tive uma ótima relação com o Alexandre Pássaro (ex-dirigente tricolor), o presidente da minha época (Leco), mas uma relação boa não quer dizer que tive a possibilidade de voltar. Nos falamos, mas nunca teve a oportunidade exata de voltar. É a primeira vez que tive uma oferta certa, e a primeira vez que coloquei na minha cabeça que também queria voltar. Hoje eu gosto de jogar aqui, por isso tive essa decisão. É uma boa oportunidade tanto para o clube como para mim. Voltar a sentir o carinho do torcedor, voltar a me sentir um jogador de futebol importante.

Calleri começa seus treinos para poder estrear no São Paulo. Crédito: Fellipe Lucena/ São Paulo FC

Seu estilo de jogo atual
Como eu disse antes, as pessoas me deram muito carinho. Fiz gols importantes, que ficaram na memória de cada torcedor, mas hoje sou outro jogador. Tenho mais de 130 partidas na Europa, vou fazer 28 anos, então não sou o mesmo jogador de cinco anos atrás. As características são as mesmas, e acredito que posso acrescentar mais experiência para a equipe.

Vê o São Paulo mais competitivo hoje do que em 2016?
Sim. Eu acredito que são duas equipes diferentes. É verdade que em 2016, talvez não era uma equipe, mas tinha jogadores como Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos, que davam categoria para a equipe. Às vezes o funcionamento não era o melhor, perdemos muitas partidas que não devíamos perder. Hoje penso que é uma equipe mais jovem, que o Crespo deu sua visão de jogo, e os jogadores estão se adaptando. Os jogadores têm uma ideia de como o treinador quer que eles joguem. A equipe chega mais no ataque, cria muitas situações, e eu espero estar lá para fazer gols, que é o que mais gosto.

Condição física atual. Quando estreia?
Eu sempre quero jogar, mas tenho que ser consciente que fazem quatro meses que não treino em uma equipe profissional, que não estou no dia a dia com o elenco. Vou estrear quando estiver bem fisicamente. Esses dias treinei com parte do grupo, vou fazer uma semana de treinos constantes, e vou seguir trabalhando para ajudar a equipe quando Crespo necessitar.

Calleri exibe número que vai usar no Brasileirão de 2021. Crédito: Reprodução SPFCTV

Motivo da camisa 30
Quando vim para cá na última vez gostei da camisa 12. Eu sempre usei a 27, mas não era possível porque na Libertadores só ia até o 25. Dessa vez não restavam números. É um número (30) que eu gostei, senti no momento e fiquei com esse. Mas, bem, se for possível, depois de dezembro, com certeza mudarei o número outra vez.

A situação financeira atual do São Paulo preocupa?
Não (risos). O dinheiro hoje é secundário, eu venho aqui jogar e ficar feliz. É o que mais quero, voltar a jogar e me sentir um jogador importante. Isso de contrato não depende de mim, tem que perguntar para os dirigentes, e que me paguem quando têm que pagar. É um contrato firmado, bastante aceitável, e vou jogar para demonstrar para todos que posso ser outra vez o jogador que já fui.

Sobre o carinho da torcida e expectativa de jogar no Morumbi
Os torcedores sempre me escrevem nas redes sociais, e a música é o que mais pegou (toca no Calleri que é gol). É como uma frase entre a torcida do SPFC e eu. A torcida é muito respeitável, até agora todos se comportaram muito bem.

Conversas com o Crespo
Me deram referências, vi suas equipes anteriores, e acho que tem uma ideia de jogo adaptada a criar muitas chances de gols para os atacantes. O São Paulo tem o sistema para chegar na frente e fazer muitos gols. Ajuda muito ele ter sido atacante. Imagino que suas equipes sempre vão jogar para que o nove faça gols. Estou falando esses dias com ele, me explicou algumas coisas que quer de mim, e a verdade é que estou feliz. O Crespo foi um jogador que fez muitos gols na carreira, vai cobrar muito de seus atacantes. O importante é que suas equipes chegam ao ataque e criam chances para marcar. Espero ter essas chances.

Argentinos no elenco ajudam na adaptação?
Sim. O mais difícil da adaptação era o idioma, mas depois de jogar aqui, ficar lendo jornais brasileiros, você vai entendendo cada vez um pouco mais. Hoje entendo tudo, que era o mais difícil. Depois é conhecer meus companheiros, buscar o meu espaço, e isso vem com o tempo. Vou me preparar fisicamente e com a bola para estar preparado o quanto antes.

Vai, São Paulo!

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